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Esse blog foi criado para apresentar a arte de pintores de toda parte do mundo, de todos os gêneros e de todas as épocas. Aqui a pintura encontra o seu lugar, então... QUEM É O PINTOR ?

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28 agosto 2009

Jackson Pollock

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Paul Jackson Pollock nasceu em Cody, no estado de Wyoming, 28 de Janeiro de 1912 - 11 de Agosto de 1956, foi um pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstrato. Começou seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para New York. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' - o gotejamento, na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. O quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para sentir-se dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte. Além de deixar de lado o cavalete, Pollock também não mais usou pincéis. A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o chamado action painting - o aouge da pintura de ação. A tensão ético-religiosa por ele vivida o impele aos pintores da Revolução mexicana. Sua esfera da arte é o inconsciente: seus sígnos são um prolongamento do seu interior. Apesar de ter seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos. Morreu em um acidente de carro em 11 de Agosto de 1956, às 10 da manhã.
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"A pintura é uma autodescoberta. Todo bom artista pinta o que ele é."
Jackson Pollock
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23 agosto 2009

Johannes Vermeer

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Johannes Vermeer, Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675, foi um pintor holandês, que também é conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer. Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado na Igreja Velha Oude Kerk, de Delft. É o segundo pintor holandês mais famoso do século XVII. um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época, depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Pouco se sabe da sua vida. Era filho de Reynier Jansz e Dingenum Baltens. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir à guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Por vezes até foi obrigado a pagar com quadros dívidas contraídas nas lojas de comida locais. Morreu muito pobre em 1675. A sua viúva teve de vender todos os quadros que ainda estavam na sua posse ao conselho municipal em troca de uma pequena pensão, uma fonte diz que foi só um quadro: a última obra de Vermeer, intitulada Clio. Depois da sua morte, Vermeer foi esquecido. Por vezes, os seus quadros foram vendidos com a assinatura de outro pintor para lhe aumentar o valor. Foi só muito recentemente que a grandeza de Vermeer foi reconhecida: em 1866, o historiador de arte Théophile Thoré, pseudónimo de W. Bürger, fez uma declaração nesse sentido, atribuindo 76 pinturas a Vermeer, número esse que foi em breve reduzido por outros estudiosos. No princípio do século XX havia muitos rumores de que ainda existiriam quadros de Vermeer por descobrir. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor holandês. Há opiniões contraditórias quanto à autenticidade de alguns quadros. A vida do pintor é contracenada no filme "Girl with a Pearl Earring" (2004) do diretor Peter Webber. A atriz Scarlett Johansson interpreta Griet, a moça com brinco de pérola.
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Barbara Kruger

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Barbara Kruger, 1945, é uma artista conceitual americana representada por Sprüth Magers Berlim, Londres. Kruger nasceu em Newark, Nova Jersey, em 1964 foi para a Universidade de Syracuse. Depois de um ano em Siracusa, ela se mudou para Nova York, onde começou a atender a Parsons School of Design. Ela estudou com Diane Arbus e Israel Marvin, que, como designer gráfico e diretor de arte da revista Harper's Bazaar em 1960, introduziu Kruger para fotógrafos e moda / revista sub-culturas. Depois de um ano na Parsons, Kruger deixou a escola e começou a trabalhar na revista Mademoiselle como uma entrada de nível de design, tornando-projetista-chefe, dentro de um ano. Durante os anos 1960 e início de 1970 ela também desenhou capas de livros de textos políticos e tornou-se cada vez mais interessadas em poesia escrita e participou regularmente das leituras. De 1976 a 1980 Kruger viveu basicamente de ensino em Berkeley, Califórnia, bem como fazendo o trabalho de design e refletindo sobre sua arte. Nos anos 1980 ela se tornou conhecida por seu trabalho de arte que incorpora a experiência em design gráfico e edição de imagens, com frases curtas diretas. Grande parte da obra gráfica de Kruger, consiste em preto-e-branco com legendas sobrepostas fixado em branco em vermelho com fonte "Futura Bold". As frases incluídas no seu trabalho geralmente são declarativas, e fazem uso comum de pronomes, como "você", "eu", "nós" e "eles". A justaposição de imagens de Kruger, com texto contendo críticas ao sexismo e à circulação de energia dentro das culturas é um tema recorrente na obra. No texto em seu trabalho de 1980 inclui frases como: "O seu conforto é o meu silêncio" (1981), "você investe na divindade da obra-prima" (1982), e "eu compro, logo existo" (1987). Em 1980 teve sua primeira exposição individual na P.S., Long Island City, Nova York. Em 1987, ela aderiu à então dominante galeria de arte contemporânea de Mary Boone, e teve oito solo mostra que desde então. Em 2005, Kruger foi homenageada durante a 51.ª Bienal de Veneza com o "Leão de Ouro" para o Lifetime Achievement. Kruger é atualmente professora na Universidade da Califórnia em Los Angeles. Em 2007, Kruger foi uma dos muitos artistas para fazer parte da Bienal da Coréia do Sul "Incheon Mulheres Artistas ", em Seul. Isso marcou a Coreia do Sul com a primeira mulher na bienal. Imagens e as palavras foram exibidas em ambas as galerias e espaços públicos, bem como quadros, fotografias emolduradas, cartazes, cartões postais, camisetas, sinalização eletrônica, outdoors e também em uma plataforma de estação de trêm em Estrasburgo, França. Durante a última década Kruger criou instalações de vídeo, cinema, áudio e projeção. Envolvendo o espectador com as seduções do discurso direto, seu trabalho é consistentemente sobre as bondades e brutalidades da vida social, sobre como tratamos um ao outro.
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"Eu trabalho com imagens e palavras, porque elas têm a capacidade de determinar quem somos e quem não somos."
Barbara Kruger
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21 agosto 2009

Diego Velázquez

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Diego Rodríguez de Silva y Velázquez, Sevilha, 6 de Junho de 1599 - Madrid, 6 de Agosto de 1660 foi um pintor espanhol e principal artista da corte do Rei Filipe IV de Espanha.
Filho de um advogado de nobre ascendência portuguesa, Velázquez levou o prenome do avô paterno que, em 1581, deixou Portugal (era originário do Porto) para instalar-se com sua esposa em Sevilha. Sua mãe era de origem sevilhana. Foi um artista tecnicamente formidável, e na opinião de muitos críticos de arte, insuperável pintor de retratos.
Em 1610, sua família percebeu sua vocação e, ainda jovem, Velázquez foi levado para estudar com Francisco Herrera, o velho pintor naturalista apaixonado pela arte de Caravaggio. Em dezembro do mesmo ano, entrou como aprendiz no estúdio de Francisco Pacheco e, em 1611, o pai assinou, em seu nome, um contrato de aprendizado por seis anos com Pacheco, após o que seria submetido a exame, constituído por uma prova teórica e uma prova prática de pintura a óleo. Em Sevilha, a comunidade artística era regida por uma espécie de confraria. A corporação de São Lucas era controlada por Pacheco e Juan de Uceda. Depois de passar pelos exames, Velázquez precisava jurar fidelidade aos estatutos da organização. Só então teria o direito de praticar a arte.
Casado com a filha de seu professor, Juana, com quem teve uma filha, Francisca, logo Velázquez iria se unir a Diego de Melgar, com quem foi para Madrid. A personalidade do seu mestre, Pacheco, tido como pintor medíocre, mas teórico interessante, forneceu uma sólida formação técnica a Velázquez e acesso a um meio que revelou-se valioso para a sua profissão. Pacheco encarregou Velázquez, em sua primeira viagem a Madrid, de encontrar Luís de Góngora, o poeta, e de fazer seu retrato. Durante a viagem, na companhia do poeta Francisco de Rioja - membro da academia sevilhana de Pacheco, foi apresentado a Gaspar de Guzmán conde-duque de Olivares, também sevilhano. A partir daí, Velázquez tem acesso às coleções reais. Em 1623, um ano depois da morte de Rodrigo de Villandrano, um dos cinco pintores do rei, Felipe IV encomenda a Velázquez seu retrato e o nomeia pintor real.
Em seus primeiros trabalhos é possível notar contraste entre zonas escuras e zonas iluminadas por um único foco de luz, uma tentativa de ressaltar volumes e relevos. Esta técnica era característica do tenebrismo e tinha como principal artista Caravaggio, muito conhecido pelo seu sarcasmo. Um exemplo destacante deste período seria Adoração dos Reis Magos (1619).
Como um pintor de retratos inspirado no tenebrismo buscava mostrar os detalhes de cada modelo. Sendo que seu diferencial era não prender-se apenas ao cômico ou ao grotesco dos personagens, retratando todos respeitosamente e destacando a individualidade de cada um.
Velázquez queria ser reconhecido, não só como pintor, tinha também objetivos de ascensão social, queria estar envolvido com a corte real. Foi então que seu sogro, conseguiu através de um amigo, o então conde-duque de Olivares, com que pudesse executar um retrato do rei Filipe IV.
O resultado foi um retrato equestre do rei, o qual ficou maravilhado e concedeu na mesma hora à Velázquez o posto de pintor de câmara da corte real. Pena que o paradeiro desta obra seja desconhecido. Seu ingresso na corte foi o primeiro passo para cumprir seus objetivos dentro da pintura e de sua vida social. Tinha um recurso único que era a permissão de poder visitar sempre que quisesse o acervo real de obras-primas. No período de (1628 - 1629) conheceu o grande mestre do barroco Rubens, que também era membro da corte. Conhecer Rubens foi um divisor de águas para sua obra pictórica.
Aperfeiçoou-se executando inúmeros retratos da corte e quadros históricos. As visitas de Rubens despertaram nele o desejo de conhecer a Itália e conseguiu ser enviado em missão oficial a todas as províncias italianas, comprando obras de arte para a coroa espanhola e tomando conhecimento do trabalho dos melhores artistas. Encontrou-se com Ribera em Nápoles e estudou particularmente os frescos de Michelangelo Buonarroti e de Rafael e a côr e a luz em Tintoretto e Paolo Veronese. Ao voltar de viagem, executou trabalhos religiosos e profanos, assim como retratos equestres do rei e do infante.
Sucederam-se as obras-primas A Rendição de Breda (1634), Vénus ao Espelho, Cavalo Branco, os retratos de bobos da corte e as efígies de Esopo e de Menippe. Executou em Roma o retrato do Papa Inocêncio X que irá, séculos mais tarde, tornar-se uma obsessão na obra de Francis Bacon. A sua fama veio logo após sua morte, começando no início do século XIX, quando se provou um modelo para os artistas realistas e impressionistas, em especial para Edouard Manet. Sua influência estendeu-se para artistas como Pablo Picasso e Salvador Dali.
Até o interesse por Velázquez no século XIX, suas pinturas situadas nos palácios e o museu de Madrid foram pouco conhecidas pelo mundo exterior; elas escaparam do roubo pelos soldados franceses durante a Guerra Peninsular. Em 1828, o sir David Wilkie escreveu de Madrid que ele próprio sentiu a presença de um novo poder na arte quando observou os trabalhos de Velázquez, e ao mesmo tempo encontrou uma maravilhosa afinidade entre este mestre e a Escola Inglesa de pintores de retratos,lembrando-se especialmente do toque firme e quadrado de Henry Raeburn.
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Chris Martin

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Chris Martin, 1954, é um artista plástico estadunidense, mora no Brooklyn. Martin nasceu em Washington. Faz pinturas abstratas, e utiliza principalmente elementos da colagem que fazem referência A Nova Era e imagens da natureza. Ele é influenciado por artistas como Paul Feeley, Yayoi Kusama, Alfred Jensen e outros que também estão preocupados com as qualidades formais da pintura.
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Georges Braque

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Georges Braque, Argenteuil, 13 de Maio de 1882 - Paris, 31 de Agosto de 1963 foi um pintor e escultor francês que fundou o Cubismo juntamente com Pablo Picasso. Georges Braque iniciou a sua ligação às cores na empresa de pintura decorativa de seu pai. A maior parte da sua adolescência foi passada em Le Havre, mas no ano de 1899, mudou-se para Paris onde, em 1906, no Salão dos Independentes, expôs as suas primeiras obras no estilo de formas simples e de cores puras - fauvismo. No outono de 1907, conheceu Picasso com quem se deu quase diariamente até que em 1914, devido à Grande Guerra se separaram. Braque foi mobilizado e ferido na cabeça em 1915, tendo sido agraciado com a Cruz de Guerra e da Legião de Honra. Durante dois anos, devido ao ferimento esteve afastado da pintura.
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Adriana Varejão

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Adriana Varejão, Rio de Janeiro, 1964, é uma artista plástica brasileira contemporânea do Brasil. Sua obra tem como base o período colonial brasileiro e se inspira nos botequins cariocas e nos banheiros públicos europeus. Adriana Varejão vive e trabalha no Rio de Janeiro, realizou sua primeira exposição individual em 1988 e na mesma época participou de uma coletiva no Stedelijk Museum em Amsterdã. Participou de importantes Bienais como Veneza e São Paulo e sua obra já foi mostrada em grandes instituições internacionais como MoMA em Nova Iorque, Fundação Cartier em Paris, Centro Cultural de Belém em Lisboa, Tate Modern em Londres e Hara Museum Em Tóquio. Em 2008, foi inaugurado um pavilhão com obras suas no Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Minas Gerais. Adriana Varejão está presente em acervos de importantes instituições, entre elas Tate Modern (Londres), Fundação Cartier (Paris), Stedelijk Museum (Amsterdã), Guggenheim (Nova Iorque) e Hara Museum (Tóquio).
Através da releitura de elementos visuais incorporados à cultura brasileira pela colonização, como a pintura de azulejos portugueses, ou a referência à crueza e agressividade da matéria nos trabalhos com “carne”, a artista discute relações paradoxais entre sensualidade e dor, violência e exuberância. Seus trabalhos mais recentes trazem referências voltadas para a arquitetura, inspirada em espaços como açougues, botequins, saunas, banheiros, piscinas etc, e abordam questões tradicionais da pintura, como cor, textura, perspectiva.
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18 agosto 2009

Egon Schiele

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Egon Schiele, Tulln an der Donau, 12 de Junho de 1890 - Viena, 31 de Outubro de 1918, foi um pintor austríaco ligado ao movimento expressionista. Nasceu no seio de uma família humilde, sendo que seu pai era um trabalhador dos caminhos de ferro. Em 1905, com quinze anos, Schiele perdeu o pai por causa da sífilis. A partir dessa data ficou aos cuidados de um tio materno que reconheceu o seu valor artístico e o apoiou. No ano seguinte ingressou na Akademie der Bildenden Künste, em Viena, onde estudou desenho e pintura, em oposição à vontade de sua mãe que queria vê-lo a seguir os passos do pai. Em 1907, Schiele conheceu Gustav Klimt que, interessado no seu trabalho, fez dele o seu "protegido". Ajudou-o comprando os seus trabalhos, apresentando-o a pessoas influentes, arranjando-lhe modelos, entre outras coisas. A sua primeira exposição foi em 1908 na Klosterneuburg. Insatisfeito com o caracter conservador da academia, Schiele abandonou os estudos e, juntamente com outros colegas que partilhavam a mesma insatifação, criou o grupo Neukunstgruppe -"Grupo Nova Arte". Liberto do conservadorismo, começou a explorar mais a forma humana e também a sexualidade. Em 1911, conheceu Valerie Neuzil, a rapariga com dezessete anos com quem começou a viver em Viena usando-a também como modelo para alguns dos seus melhores trabalhos. Para fugirem à vida na cidade mudaram-se para Český Krumlov. O seu estilo de vida (que incluia pintar modelos adolescentes da zona) teve um impacto negativo na população. Este impacto fez com que se mudassem de novo, desta vez para Neulengbach. Como estavam perto de Viena (cerca de 35km), o seu estúdio tornou-se num ponto de encontro de crianças deliquentes. Também aqui o seu estilo de vida não era de agrado das outras pessoas. Schiele chegou mesmo a ser preso por ter seduzido uma menor. Quando os polícias o foram prender levaram também vários trabalhos que consideram pornográficos. Schiele foi preso por 21 dias, não por ter seduzido a menor, mas sim por ter alegadamente exposto trabalhos pornográficos num local acessivel a menores. Em 1915 Egon deixou Valerie e ficou noivo de Edith Harms, vindo a casar-se no dia 15 de Junho desse ano. Em 1918, Schiele foi convidado a participar na 49º Secessão em Viena. Teve 50 trabalhos aceitos na exibição que foram postos na sala principal. Fez também o poster para a exibição, o qual era inspirado na Última Ceia, com o seu retrato no lugar de Cristo. Este acontecimento foi um tremendo sucesso tendo resultado na subida do valor econômico dos trabalhos deste artista. Durante o útlimo ano da sua vida, Egon Schiele fez várias outras exposições igualmente com sucesso. No outono de 1918, Edith Harms, grávida de seis meses, foi uma das mais de vinte milhões de vítimas da gripe espanhola, morrendo a 28 de Outubro. Três dias depois da sua morte, Schiele abandona também a sua vida. Durante estes três dias, Egon Schiele fez alguns reatratos de Edith, tendo sido estes os seus últimos trabalhos. Este grande representante do expressionismo austríaco deixou trabalhos onde estavam a representados seres humanos transfigurados por sentimentos fortes implícitos no seu traço, amantes revirados em amontoados de lençóis brancos, diversas mulheres posando para ele e auto-retratos provocantes mostrando a sua visão provavelmente de si, assim como também fez algumas paisagens e residências burguesas, nos quais exibe um estilo cuidadoso e elegante, de traços bordados, com fortes contrastes entre ocres e cores primárias. Actualmente as suas obras mais importantes encontram-se em museus de Viena e da Suíça assim como em importantes coleções particulares.
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Giovanni Boldini

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Giovanni Boldini, Ferrara, 31 de Dezembro de 1842 - Paris, 11 de Julho de 1931, foi um pintor acadêmico italiano. Sob a direção do pai, restaurador e pintor, Giovanni aproxima-se da pintura por meio de uma acentuada atenção aos grandes mestres do Renascimento e da maniera de Cosme Tura e Dosso Dossi. Aos 20 anos, já consagrado como retratista, Boldini transfere-se para Florença e inscreve-se na Academia, onde segue os cursos de E. Pollastrini e de S. Ussi. Trava contato, sobretudo, com alguns pintores Macchiaioli, dos quais guarda certa distância, e com diversos estrangeiros importantes, como os Falconer, proprietários de uma villa em Pistóia, onde Boldini decorará um boudoir.
Com os Falconer, vai a Paris, para a Exposição Universal de 1867, quando conhece Degas, Manet, Sisley, Caillebotte, admirando sobretudo as obras de Corot. Tres anos mais tarde, faz uma estada em Londres, fundamental pelo estudo de grandes retratistas e caricaturistas ingleses do Século XVIII, de Gainsborough a Hogarth.
Com a derrota da Comuna em 1871, Boldini retorna a Paris, desta vez para se fixar na cidade que se apresta a viver seu mais glorioso período mundano. O marchand Goupil compra obras suas no gênero anedótico de Meissonnier e Fortuny, onde se percebe um diálogo estético com a produção de Watteau e Fragonard. Na década de 1880, é de se sublinhar seu encontro decisivo com Frans Hals, graças a uma viagem à Holanda em 1875, onde nasce sua paixão pelas diversas tonalidades negras e pelos chumbos profundos. É desta década o célebre retrato a pastel de Verdi, que confirma a importância para sua obra da grande amizade com Degas.
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Belmiro de Almeida

Belmiro Barbosa de Almeida Júnior, Serro, Minas Gerais, 22 de Maio de 1858 - Paris, 12 de Junho de 1935. Foi pintor, desenhista, caricaturista, mosaicista, restaurador e escultor brasileiro. Começou seus estudos artísticos em 1869, com apenas 19 anos, ao estudar no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, de onde sai em 1874 para ingressar na Academia Imperial de Belas-Artes, onde estuda com mestres do porte de Agostinho José da Mota, Zeferino da Costa, Francisco de Souza Lobo e José Maria de Medeiros, formando-se em 1877. Aluno distintíssimo, revela-se desenhista de primeira ordem e fino colorista. No conturbado ambiente que se forma na Academia Imperial de Belas-Artes entre acadêmicos e modernistas, Belmiro forma neste último grupo, rebelando-se contra o defasado sistema de ensino vigente. Entre os dissidentes, estão: Eliseu Visconti, Rafael Frederico, Décio Villares, Fiúza Guimarães entre outros. A partir desse mesmo ano, a Comédia Popular publica sua primeira caricatura, assinada Bel. Faz primeira viagem a Paris em 1884, por sua própria conta. Na França, Édouard Manet (1832-1883) e Edgar Degas (1834-1917) na pintura, e Gustave Flaubert (1821-1880) e Émile Zola (1840-1902) na literatura, revolucionam o cenário artístico. No lugar certo e na hora certa, Belmiro vivencia um dos grandes momentos culturais da história. A viagem é curta, dura apenas um ano, mas Jules Lefèfre, seu mestre francês, exerce grande influência em seu estilo, o que se pode atestar no corpo de adolescentes pintados por Belmiro: “têm a mesma linearidade e sensualidade do autor de La Verité”, ensina José Roberto Teixeira Leite. Retorna ao Rio de Janeiro em 1885 e funda seu próprio jornal, o Rataplan, em 1886. Nesta época, próxima á proclamação da República, só se aceitava a pintura que contivesse fortes laços conservadores sustentados por velhos mestres da Academia brasileira. É quando surge uma geração rebelde, disposta a quebrar velhos conceitos e abrir caminhos mais animadores para a arte nacional. E nela, embalado, Belmiro pinta e expõe Arrufos em 1887 na Casa de Wilde/RJ e na Academia Imperial de Belas-Artes, uma de suas obras mais conhecidas, que se destaca pela rigorosa fatura e pelo tom de leve ironia com o qual a cena é retratada.

Francesca DiMattio

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Francesca DiMattio, nascida a 1981 na cidade de Nova Iorque, é uma jovem artista plástica pintora estadunidense. Bacharelado em Belas Artes em 2003 pela Cooper Union, Nova Iorque e em 2005 Master of Fine Arts, Universidade de Columbia, Nova York.
Seu trabalho tem objetivo como meio de reestruturar o conceito do espaço, utilizando a pintura como um trampolim para a invenção. Edifícios do interior e descidas em uma miríade de perspectiva confusão, grelha-como padrões de tijolos e azulejos, arcos decorativos, escadas etc, condição se tornar pontos de partida para pictórico contrastes e expressiva marca de decisões. Ocupação humana e médias dimensões da criação de uma estonteante sensação de ambiente físico. Referências históricas - de pop, art nouveau, e op. art - As pinturas vêm alargar o ecletismo pós-moderno para o reino do surreal.
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Jean Cocteau

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Jean Maurice Eugène Clément Cocteau Maisons - Lafitte, 5 de Julho de 1889 - Milly-la-Forêt, 11 de Outubro de 1963, foi um poeta, romancista, cineasta, designer, pintor, escultor, coreógrafo, dramaturgo, ator e encenador de teatro francês. Em conjunto com outros Surrealistas da sua geração como Jean Anouilh e René Char, Cocteau conseguiu conjugar com maestria os novos e velhos códigos verbais, linguagem de encenção e tecnologias do modernismo para criar um paradoxo: um avant-garde clássico. O seu círculo de associados, amigos e amantes incluiu Jean Marais, Henri Bernstein, Édith Piaf e Raymond Radiguet.
As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que ele viveu e que ajudou a definir e criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.
Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX.
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Zhang Haiying

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Zhang Haiying, nasceu em 1972 Pequim, China. Atualmente mora e trabalha em Songzhuang. É um pintor chinês. Sua sub-campanha Anti-série é baseada em imagens obtidas a partir da Internet de mulheres envolvidas na repressão do governo chinês sobre a prostituição e pornografia. No entanto, em pinturas mostrado na Arte Pequim 2007, Zhang começou a afastar-se do anterior sócio-político, temas constantemente presentes em sua obra. Graduou-se em 1997 a partir do Departamento de Belas Artes de Shang Dong Academia de Belas Artes.
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Andy Warhol

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Andy Warhol foi registrado Andrew Warhola, Pittsburgh 6 de Agosto de 1928 - Nova Iorque, 22 de Fevereiro de 1987, foi um pintor e cineast norte-americano, bem como uma figura maior do movimento de Pop Art. Registrado como Andrew Warhola, era filho de pais originários da Eslováquia que migraram para os Estados Unidos durante a Primeira Grande Guerra para seu pai evitar ser recrutado pelo exército austro-húngaro.
Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh, hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em design. Logo após mudou-se para Nova Iorque e começou a trabalhar como ilustrador de importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibe quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos é mostrada em diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA, Museu de Arte Moderna, em 1956. Passa a assinar Warhol. Os anos 60 marcam uma guinada na sua carreira de artista plástico e passa a se utilizar dos motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a Pop Art, com a reprodução mecânica e seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icônicos da história da arte, como Monalisa. Estes temas eram reproduzidos serialmente com variações de cores. Além das serigrafias Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
Em 1968, Valerie Solanis, fundadora e única membro da SCUM (Society for Cutting Up Men - Sociedade para castrar homens) invade o estúdio de Warhol e o fere com um tiro, mas o ataque não é fatal e Warhol se recupera, depois de se submeter a uma cirurgia que durou cinco horas.
Em 1987 ele foi operado à vesícula biliar. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Ele era célebre há 35 anos.
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"No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos"
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Andy Warhol
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12 agosto 2009

Ernest Lawson

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Ernest Lawson, 22 de março de 1873 - 18 de dezembro de 1939, foi um pintor canadense-americano e membro de "O Oito", um grupo de artistas que incluía o grupo de líderes Robert Henri, Everett Shinn, John Sloan, Arthur B. Davies, Maurice Prendergast, George Luks, e William J. Glackens. Embora Lawson principalmente pintado paisagens, também fez algumas cenas realistas urbanas que foram mostradas na Exposição "Os Oito" de 1908. Suas pinturas e estilo é fortemente influenciado pelo impressionismo, especialmente o estilo de John Henry Twachtman, Alfred Sisley, e J. Alden Weir. Embora considerado um impressionista, Lawson's trabalha estilisticamente quedas entre impressionismo e realismo. Ele se tornou associado com Henri do círculo dos revoltosos, e foi incluída em 1908 o marco independente Oito A exposição de protesto organizado para o sistema de júri da Academia Nacional de Design anuários, embora também se envolveu com a Academia e mostrou toda sua vida ali.
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Albert Anker

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Albert Anker Samuel, 1 de Abril de 1831 - 16 de julho de 1910, foi um ilustrador e pintor suíço, que tem sido chamado de "pintor nacional da Suíça" por causa de suas representações populares do século 19, na aldeia da Suíça. Nascido em Ins, filho de Samuel Anker um veterinário (então um membro da Assembléia Constituinte do cantão de Berna), Anker frequentado a escola em Neuchâtel, onde ele e Auguste Bachelin, mais tarde um colega artista, teve início tirando lições com Louis Wallinger em 1845-48. Em 1849-51, ele compareceu ao Ginásio Kirchenfeld em Berna, mudando com o Matura. Posteriormente, estudou teologia, com início em 1851 em Berna e continuou na universidade de Halle, Alemanha. Mas na Alemanha, foi inspirado pelas grandes coleções de arte e em 1854 ele convenceu o seu pai a concordar com uma carreira artística. Anker transferido para Paris, onde estudou com Charles Gleyre e freqüentou a École Impériale et Speciale des Beaux-Arts, em 1855-60. Ele instalou um estúdio no sótão da casa de seus pais e participou regularmente de exposições na Suíça e em Paris. Anker casou-se com Rüfli Anna em 1864, e tiveram seis filhos juntos, e quatro crianças morreram em uma idade precoce - Louise, Marie, Maurice e Cécile - que aparecem em algumas das pinturas de Anker. Foi um membro do Grande Conselho de Berna, onde defendeu a construção do Kunstmuseum Bern. Para além das suas estadias regulares de inverno em Paris, Anker frequentemente viajou para a Itália e outros países europeus. Em 1889-93 e 1895-98 ele foi membro da Comissão Federal Suíço Arte e em 1900 ele recebeu um doutoramento honorário da Universidade de Berna. Um acidente vascular cerebral em 1901 reduziu a sua capacidade de trabalho. Somente após a sua morte em 1910 houve uma primeira exposição dedicada a ele, realizada no Musée d'art et d'histoire, em Neuchâtel.
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Kenneth Noland

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Kenneth Noland, Asherville, Carolina do Norte, 10 de Abril de 1924, é um pintor norte-americano. Completou os seus estudos com o escultor Ossip Zadkine. A partir de 1959, desenvolveu um estilo próprio baseado na cor e na simplicidade geométrica. Pintou quadros de formato grande, onde desenhou bandas e cores, círculos, rombos, etc., pintados com um rolo de maneira a limitar a personalização da pintura, em que deixa intacta grande parte da tela.
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"Houve sempre um jogo entre o real, simetria da imagem forma (quadrado, horizontal, diamante, etc...) e à simetria de layout, que abre as formas representadas para o uso de cores - para harmonizar, em um som ou forma expressiva."
Kenneth Noland
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10 agosto 2009

Juan Gris

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Juan Gris, pseudônimo de Juan José Victoriano González, Madrid, 1887 a 1927, Boulogne-sur-Seine, foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético. Iniciou a sua formação ingressando na Real Academia de Belas Artes de São Fernando. Após este período tornou-se aluno do pintor José Moreno Carbonero, começando também a ilustrar algumas revistas modernistas de poesia da época. No ano de 1906, mudou-se para Paris, a "cidade-luz", centro mundial das artes. Ali conhece artistas como Guillaume Apollinaire, André Salmon, Max Jacob e o que mais o marcou e influenciou, Pablo Picasso. Através deste último, conhece também Georges Braque. Em 1912, passou, finalmente, a integrar o movimento cubista, tornando-se assim, conhecido em todo o mundo. Celebrou também, a sua primeira exposição individual, realizada na Galeria Sagot. Continuou a expôr nas melhores galerias de arte, até 1927, ano em que falece, com 40 anos de idade.

"De um cilindro faço uma garrafa."
Juan Gris
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Henry Rousseau

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Henri-Julien Félix Rousseau, 21 de Maio de 1844, Laval a 2 de Setembro de 1910, Paris, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo. A sua obra foi pouco apreciada pelo público geral e pelos críticos. Sua arte foi constantemente remetida para o grupo da arte naïf e primitivista - pelo seu carácter autodidacta, resultado da inexistência de formação acadêmica no campo artístico, pela recusa dos cânones da arte reconhecida até então, e pela aparente ingenuidade grotesca. Inicialmente Rousseau é um pintor dos tempos livres, um autodidacta apaixonado pela natureza e que a retrata como uma realidade simples, que lhe oferece o escape à vida cotidiana do burguês humilde. Dedica-se à paisagem calma, bucólica, estranhamente ordenada e artificial, onde todos os elementos têm igual importância, onde não existe uma hierarquia formal.
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"Nada me põe tão feliz como contemplar a natureza e pintá-la. Imagine que, quando vou para o campo e vejo o Sol por todo o lado, e verde, e flores, digo para mim: tudo isto é realmente meu!"
Hernri Rousseau
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