Eugène-Henri-Paul Gauguin (Paris, 7 de Junho de 1848 - Ilhas Marquesas, 8 de Maio de 1903) foi um pintor francês do pós-impressionismo. Apesar de nascido em Paris, Gauguin viveu os primeiros sete anos de sua vida em Lima, no Peru, para onde seus pais se mudaram após a chegada de Napoleão III ao poder. Seu pai pretendia trabalhar em um jornal da capital peruana e foi o idealizador da viagem. Porém, durante a longa e terrível viagem de navio acabou por ter complicações de saúde e faleceu. Assim, o futuro pintor desembarcou em Lima apenas com sua mãe e irmã. Quando voltou para sua cidade natal,em 1855, Gauguin estudou em Orléans e, aos 17 anos, ingressou na marinha mercante e correu o mundo. Trabalhou em seguida numa corretora de valores parisiense e, em 1873, casou-se com a dinamarquesa Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos. Aos 35 anos, após a quebra da Bolsa de Paris, tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boémia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Ao contrário de muitos pintores, não se incorporou ao movimento impressionista da época. Expôs pela primeira vez em 1876. Mas não seria uma vida fácil, tendo atravessado dificuldades econômicas, problemas conjugais, privações e doenças. Foi então para Copenhagen, onde acabou ocorrendo o rompimento de seu casamento. Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como as de Van Gogh ou Paul Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do grupo Les Nabis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente. O pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas. Morou durante algum tempo em Pont-Aven, na Bretanha, onde sua arte amadureceu. Posteriormente, morou no sul da França, onde conviveu com Vincent Van Gogh. Numa viagem à Martinica, em 1887, Gauguin passou a renegar o impressionismo e a empreender o "retorno ao princípio", ou seja, à arte primitivista. Tinha idéia de voltar ao Taiti, porém não dispunha de recursos financeiros. Com o auxílio de amigos, também artistas, organizou um grande leilão de suas obras. Colocou à venda cerca de 40 peças. A maioria foi comprada pelos próprios amigos de Gauguin, como por exemplo Theo Van Gogh, irmão de Vincent van Gogh, que trabalhava para a Casa Goupil (importante estabelecimento que trabalhava com obras de arte). Mesmo conseguindo menos de 3 mil francos, em meados de 1891 regressou ao Taiti, onde pintou cerca de uma centena de quadros sobre tipos indígenas, como "Vahiné no te tiare" ("A moça com a flor") e "Mulheres de Taiti", além de executar inúmeras esculturas e escrever um livro, Noa noa. Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. Nessa fase, criou algumas de suas obras mais importantes, como "De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?", uma tela enorme que sintetiza toda sua pintura, realizada antes de uma frustrada tentativa de suicídio utilizando arsênio. Em setembro de 1901, transferiu-se para a ilha Hiva Oa, uma das Ilhas Marquesas, onde veio a falecer de sífilis.SEJA BEM VINDO!
Esse blog foi criado para apresentar a arte de pintores de toda parte do mundo, de todos os gêneros e de todas as épocas. Aqui a pintura encontra o seu lugar, então... QUEM É O PINTOR ?
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25 dezembro 2010
Paul Gauguin
Eugène-Henri-Paul Gauguin (Paris, 7 de Junho de 1848 - Ilhas Marquesas, 8 de Maio de 1903) foi um pintor francês do pós-impressionismo. Apesar de nascido em Paris, Gauguin viveu os primeiros sete anos de sua vida em Lima, no Peru, para onde seus pais se mudaram após a chegada de Napoleão III ao poder. Seu pai pretendia trabalhar em um jornal da capital peruana e foi o idealizador da viagem. Porém, durante a longa e terrível viagem de navio acabou por ter complicações de saúde e faleceu. Assim, o futuro pintor desembarcou em Lima apenas com sua mãe e irmã. Quando voltou para sua cidade natal,em 1855, Gauguin estudou em Orléans e, aos 17 anos, ingressou na marinha mercante e correu o mundo. Trabalhou em seguida numa corretora de valores parisiense e, em 1873, casou-se com a dinamarquesa Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos. Aos 35 anos, após a quebra da Bolsa de Paris, tomou a decisão mais importante de sua vida: dedicar-se totalmente à pintura. Começou assim uma vida de viagens e boémia, que resultou numa produção artística singular e determinante das vanguardas do século XX. Ao contrário de muitos pintores, não se incorporou ao movimento impressionista da época. Expôs pela primeira vez em 1876. Mas não seria uma vida fácil, tendo atravessado dificuldades econômicas, problemas conjugais, privações e doenças. Foi então para Copenhagen, onde acabou ocorrendo o rompimento de seu casamento. Sua obra, longe de poder ser enquadrada em algum movimento, foi tão singular como as de Van Gogh ou Paul Cézanne. Apesar disso, é verdade que teve seguidores e que pode ser considerado o fundador do grupo Les Nabis, que, mais do que um conceito artístico, representava uma forma de pensar a pintura como filosofia de vida. Suas primeiras obras tentavam captar a simplicidade da vida no campo, algo que ele consegue com a aplicação arbitrária das cores, em oposição a qualquer naturalismo, como demonstra o seu famoso Cristo Amarelo. As cores se estendem planas e puras sobre a superfície, quase decorativamente. O pintor parte para o Taiti, em busca de novos temas, para se libertar dos condicionamentos da Europa. Suas telas surgem carregadas da iconografia exótica do lugar, e não faltam cenas que mostram um erotismo natural, fruto, segundo conhecidos do pintor, de sua paixão pelas nativas. A cor adquire mais preponderância representada pelos vermelhos intensos, amarelos, verdes e violetas. Morou durante algum tempo em Pont-Aven, na Bretanha, onde sua arte amadureceu. Posteriormente, morou no sul da França, onde conviveu com Vincent Van Gogh. Numa viagem à Martinica, em 1887, Gauguin passou a renegar o impressionismo e a empreender o "retorno ao princípio", ou seja, à arte primitivista. Tinha idéia de voltar ao Taiti, porém não dispunha de recursos financeiros. Com o auxílio de amigos, também artistas, organizou um grande leilão de suas obras. Colocou à venda cerca de 40 peças. A maioria foi comprada pelos próprios amigos de Gauguin, como por exemplo Theo Van Gogh, irmão de Vincent van Gogh, que trabalhava para a Casa Goupil (importante estabelecimento que trabalhava com obras de arte). Mesmo conseguindo menos de 3 mil francos, em meados de 1891 regressou ao Taiti, onde pintou cerca de uma centena de quadros sobre tipos indígenas, como "Vahiné no te tiare" ("A moça com a flor") e "Mulheres de Taiti", além de executar inúmeras esculturas e escrever um livro, Noa noa. Quando voltou a Paris, realizou uma exposição individual na galeria de Durand-Ruel, voltou ao Taiti, mas fixou-se definitivamente na ilha Dominique. Nessa fase, criou algumas de suas obras mais importantes, como "De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?", uma tela enorme que sintetiza toda sua pintura, realizada antes de uma frustrada tentativa de suicídio utilizando arsênio. Em setembro de 1901, transferiu-se para a ilha Hiva Oa, uma das Ilhas Marquesas, onde veio a falecer de sífilis.Édouard Manet
Édouard Manet, Paris, 23 de janeiro de 1832 — 30 de abril de 1883, Paris, foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Os gostos de Manet não vão para os tons fortes utilizados na nova estética impressionista. Prefere os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicdos da época. O trabalhado das texturas é apenas sugerido, as formas, simplificadas. Os temas deixaram de ser impessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e, em certos quadros, seguiam a estética naturalista de Zola e Maupassant. Manet era criticado não apenas pelos temas, mas também por sua técnica, que escapava às convenções acadêmicas. Freqüentemente inspirado pelos mestres clássicos e em particular pelos espanhóis do Século de Ouro, Manet influenciou, entretanto, certos precursores do impressionismo, em virtude da pureza de sua abordagem. A esta sua liberação das associações literárias tradicionais, cômicas ou moralistas, com a pintura, deve o fato de ser considerado um dos fundadores da arte moderna. Suas principais obras foram: Almoço na relva ou Almoço no Campo, Olímpia, A sacada, O tocador de pífaro e A execução de Maximiliano. Manet nasceu em Paris em 23 de janeiro de 1832. Seu pai, Auguste, era um alto funcionário do Ministério da Justiça e descendia de uma ilustre família burguesa da capital francesa. Sra Manet (cujo sobrenome de solteira era Fournier) era filha de um diplomata francês na Suécia. Manet tinha dois irmãos mais novos: Eugène e Gustave. Apesar da educação austera, Manet pode descobrir o mundo artístico graças a um tio, o capitão Édouard Fournier, que levava Édouard e seu irmão Eugène às galerias do Museu do Louvre para admirar os grandes mestres. Aos 12 anos, Édouard foi enviado ao colégio Rollin (hoje liceu Jacques Decour), perto de Montmartre. Na escola, Édouard foi decepcionante era pouco aplicado e um pouco insolente. Os péssimos resultados obtidos por Édouard na escola fizeram sua família repensar nas ambições nutridas no filho primogênito, a família queria que Manet estudasse direito. Cientes que Édouard não tinha vocação para uma carreira jurídica seus pais não se opuseram ao seu desejo de tornar-se marinheiro. O primeiro fracasso ao tentar entrar na Escola Naval fez com que Édouard só entrasse para carreira de uma maneira menos nobre: pelo trabalho. Em dezembro de 1848, Édouard embarcaria no barco-escola "Havre et Guadeloupe" para o Brasil como um simples marinheiro. Se esta experiência não confirmou que Édouard não tinha vocação para a marinha lhe trouxe uma grande experiência. Foi no Brasil que ele desenvolveu um certo gosto pelo exótico, pelas mulheres e desenvolveu uma repulsa ao escravismo. Marcou-o muito a luminosidade da baia de Guanabara que haveria de deixar traços marcantes na sua maneira de pintar. De volta a França em junho de 1849, Manet novamente fracassaria ao tentar entrar para Escola Naval. Após os seguidos fracassos ao tentar entrar para Escola Naval, Manet consegue apoio de seus pais para estudar no ateliê do pintor e mestre Thomas Couture, onde ficou por seis anos. Thomas Couture tinha um estilo acadêmico, estudou na École des Beaux-Arts de Paris ("Escola de Belas Artes"), suas mais conhecidas obras foram "Os Romanos" e "A decadência". Durante seis anos, Manet procurou aprender as bases técnicas da pintura e fez cópias de obras expostas no Louvre (cópias de obras de Ticiano, Velazquez, Tintoretto e Delacroix). Manet completou seu aprendizado viajando e conhecendo museus de outros países euporeus (Itália, Holanda, Alemanha, Áustria e outros). Em uma das viagens à Itália, Manet copiaria "Vênus de Urbino" de Ticiano que seria sua inspiração para fazer anos depois "Olympia". Em 1852, Manet teve um filho ilegítimo com Suzanne Leenhoff. Suzanne tinha origem holandesa e era professora de piano. O pai de Manet se opôs ao casamento dos dois que só aconteceu depois que o Sr. Manet morreu. No ano de 1856, Manet deixou o atelier de Couture por divergências artísticas. Segundo Couture, Manet não tinha tons intermediários entre a luz a e sombra. Para Manet, esses tons intermediários debilitavam a sombra e a luz, portanto ele acabava usando cores quase puras. Em 1859, Manet envia o seu primeiro trabalho ao Salão de Paris ("O Bebedor de Absinto"), obra realista influenciada pelas obras do pintor Gustave Courbet e também pela obra Menippe de Diego Velázquez. A obra foi recusada pelo Salão. O júri não estava aberto ainda para novas ideias. A imagem do bebedor apareceria em outro quadro de Manet, "O velho músico" de 1862. Após o abandono do ateliê de Couture, Manet tinha um certo fascínio pela arte da Península Ibérica. Entre as suas obras da época estão: "Lola de Valência" (que retrata uma dançarina em trajes espanhóis tradicionais), "O Cantor Espanhol", "Jovem Homem em costume de Majo", "Bailado Espanhol" e "Mile V. em costume de espada" (cuja modelo foi Victorine Meurent vestida de toureiro). Estes dois últimos expostos no Salão dos Recusados de 1863. Seu período hispânico era influenciado pelas obras de Diego Velázquez. Victorine Meurent teria um papel importante na obra de Manet, ele a conheceu durante seus estudos com Couture e a partir deste momento ela se tornaria uma modelo frequente de suas obras. O quadro "O Cantor Espanhol" foi seu primeiro quadro exposto ao Salão de Paris em 1861 junto a obra "Retrato de Sr. e Sra. Auguste Manet" (um retrato de seus pais). O "Cantor Espanhol" ganhou destaque na exposição pelas suas cores vivas e ganhou menção honrosa, já "Retrato do Sr. e Sra Auguste Manet" era uma obra típica dos tempos do ateliê de Couture, uma obra mais clássica. A última obra sob a influência espanhola foi "O Homem morto" de 1864. Quando Manet o pintou, ele era bem maior e se chamava "Incidente na Tourada", porém ele acabou recebendo críticas devido à crueldade da cena e Manet, então, dividiu o quadro e sua maior parte recebeu o nome de "O homem morto". Manet era um jovem amigável e sociável. Quando começou a fazer sucesso foi prontamente aceito em círculos de intelectuais e aristocratas parisienses. Frequentava assiduamente os Jardins das Tulherias (Jardin des Tuileries em francês) com a presença constante de seu amigo, Baudelaire, local que serviu de inspiração para a obra A música na Tulherias de 1862. A obra A música na Tulherias marca o seu rompimento com o realismo em sua primeira obra impressionista. Há a presença de pessoas bem próximas a Manet retratadas nesta obra, entre elas Baudelaire e Eugène Manet, seu irmão). Baudelaire e Manet já se conheciam desde 1858, mas tornaram-se grandes amigos tempos depois. A partir de 1863 surgiu o Salão dos Recusados, onde quadros que não entravam no salão oficial poderiam ser expostos ali. Manet expôs neste salão de 1863 três quadros: "Victorine Mereunt em costume de toureiro", "Rapaz em costume espanhol" e "Almoço na relva". O quadro "Almoço na Relva" foi um escândalo para a época pela nudez que alguns acharam vulgar, ele trazia dois homens vestidos e uma mulher nua. Suzanne Leenhoff (sua mulher) e Victorine Meurent (sua modelo preferida) posaram para a composição da mulher nua, sendo o corpo de Suzanne e o rosto de Victorine. "Olympia", pintada em 1863 mas só apresentada ao público em 1865, causou reações contrárias mais fortes do que "Almoço na relva". Era um retrato de uma jovem prostituta nua e havia uma referência audaciosa à obra de Ticiano (Vênus de Urbino). A modelo novamente foi Victorine Meurent retratada nua e aos seus pés um gato negro ao invés de um cachorro como no quadro de Ticiano. Em uma atmosfera erótica havia também falta de perspectiva (técnica onde se vê o tamanho certo dos objetos em relação a distância). Neste mesmo ano o pai de Manet morreria e ele acabaria se casando com Suzanne Leenhoff pouco após a morte dele. Suzanne foi retratada em muitos quadros de Manet entre eles "A ninfa surpresa" (de 1861), "A leitura" (de 1865) e "Suzanne Manet em seu piano" (de 1867). Manet tinha tido um filho com Suzanne, Léon Leenhoff, mas jamais reconheceu sua paternidade. Léon também posaria para vários quadros entre sua infância e adolescência, entre eles "As bolas de sabão" (de 1867) e "O almoço no Ateliê" (de 1868). Este último presente na exposição do Salão de Paris de 1869. No ano de 1867, "O tocador de Pífaro" foi recusado no Salão Oficial de Paris. Fato que fez com que Émile Zola escrevesse uma artigo no L’Événement defendendo a tela (Zola seria retratado por Manet em 1868, quadro que foi aceito no Salão do mesmo ano). No ano seguinte, 1867, após ser excluído do Salão Internacional, promoveu com seu próprio dinheiro uma exposição de suas obras, mas, sem sucesso de público, a exposição foi um fracasso. No mesmo ano ele pintou "A execução de Maximiliano", uma obra de indignação em relação à morte de Maximiliano de Habsburgo abandonado por Napoleão III no México. Manet trabalhou mais de um ano na produção de uma grande tela histórica e comemorativa. O resultado é claramente inspirado em "Três de Maio" de Goya mas com um resultado totalmente diferente. Em 1868, Manet entraria para o Salão Oficial com "Retrato de Émile Zola" e "Mulher com papagaio". A partir deste ano, ele passaria seus verões em Boulogne-sur-Mer, cidade litorânea francesa da região de Pas-de-Calais. Lá ele realizaria algumas marinhas entre outras como "Clarão da lua sobre o porto de Boulogne" e a "Partida do Vapor Flokestone" ambas de 1869. No salão de 1869, colocou duas obras no Salão Oficial: "O balcão" e "Almoço no Ateliê". "O Balcão" que não foram bem recebidos pelos críticos pela sua falta de perspectiva. Neste quadro aparece a figura de Berthe Morisot, jovem pintora que ao conhecer Manet no Louvre tornou-se uma grande amiga e acabou sendo retratada em vários de seus quadros. Berthe acabou casando-se posteriormente com o irmão de Manet, Eugène. Entre os quadros mais famosos em que Berthe foi modelo estão o "Berthe Morisot de Chapéu Preto" e " Retrato de Berthe Morisot reclinada" ambos de 1872, além de "O balcão". Em 1870, com a guerra franco-prussiana, Manet levou sua família a fronteira da Espanha e alistou-se na Guarda Nacional. Ele passou o ano de 1874 em Bennevilliers perto de Argenteuil onde seus amigos Monet e Renoir estavam na maior parte do tempo pintando ao ar livre. Ao visitar Monet em Argenteuil, Manet e ele sairam de barco pelo rio Sena para pintar. Desta época entrou para o salão de 1875 seu quadro "Monet em seu barco estúdio". Em 1876, Manet faria uma exposição particular com muito sucesso. No ano de 1881, Manet ganharia o direito de participar permanentemente do Salão Oficial sem julgamento prévio. Em 1882 Manet apresentou seu último quadro pintado "Bar em Folies-Bergère" no Salão de Paris. Manet contraiu sífilis o que lhe causou muitas dores e paralisia parcial. Em 1883, Manet tem a perna esquerda amputada devido a gangrena e morreu dias após. Ele tinha 51 anos quando morreu e está enterrado no cemitério de Passy em Paris.09 dezembro 2010
Armand Guillaumin
Armand Guillaumin, Moulins, 16 de fevereiro de 1841 - Orly, 26 de junho de 1927, foi um pintor e grabador francês de estilo impresionista. Enquanto outros maestros de seu círculo (como Renoir e Cézanne) abandonaram cedo o impresionismo puro e conformaram estilos mais pessoais, Guillaumin se manteve fiel aos rasgos mais reconocibles de dita corrente e é considerado de facto o impresionista mais fiel e longevo. Nasceu como Jean-Baptiste Armand Guillaumin, desde menino viveu em Paris, capital que algumas fontes citam erroneamente como seu lugar de nascimento. Trabalhou na mercería de seu tio ao mesmo tempo que recebia classes de desenho. Também trabalhou para um caminho-de-ferro do governo francês dantes de estudar na Academia Suíça em 1861. Ali conheceu a Paul Cézanne e Camille Pissarro, com quem manteve uma longa amizade. Sua afición pela arte absorvia-lhe a cada vez mais tempo, o qual desagradaba a sua família, pelo que Guillaumin optou por emanciparse deles e prosseguir sua formação como pintor. Ao igual que Cézanne, sofreu penúrias económicas já que deixou de contar com o apoio familiar e mal vendia algum quadro. Ambos jovens pintores compartilharam um velho estudo que tinha ocupado Charles-François Daubigny e contaram com o apoio do doutor Gachet, quem depois seria amigo de Vão Gogh. Guillaumin expôs no Salon dês Refusés (dos Recusados) em 1863. Ainda que nunca atingiu a altura de Cézanne e Pissarro, a influência de Guillaumin na obra destes foi significativa. Cézanne tentou seu primeiro gravado baseando-se em pinturas de Guillaumin de barcazas no rio Sena, e em outro aguafuerte retrató a Guillaumin de corpo inteiro, sentado no solo. Esta imagem de 1873 titula-se em francês Guillaumin au pendu (Guillaumin com ahorcado) pela curiosa figurita de um homem ahorcado que Cézanne incluiu nela a modo de anagrama. Nesses anos Guillaumin realizou uns dez gravados, todos de paisagens. Guillaumin participou em várias das exposições impresionistas que o grupo organizou entre 1874 e 1886. Fez-se amigo de Paul Gauguin, quem apresentou-lhe a vários artistas jovens como Odilon Redon. Conta-se que Gauguin intrigó para se atrair a amizade de Guillaumin e distanciar de outros artistas, mas Gauguin marchou ao estrangeiro para 1885, e Guillaumin ficou quase só. Foi então quando este entabló amizade com Vincent vão Gogh cujo irmão, Theo vendeu algumas de suas obras. Já nesses anos, o impresionismo que ele representava ganhava estimativa no mercado, e suas obras recebiam elogios. Em 1886 casou-se. Em 1891 Guillaumin ganhou um prêmio de lotería de 100.000 francos, uma verdadeira fortuna que lhe permitiu viver alheio às exigências do mercado e pintar como ele queria. Isto lhe distanciou das correntes mais rompedoras do momento, ainda que recuperou vigência quando lhe dedicaram uma antológica no Salão de Outono. Em 1904 viajou a Holanda e realizou ao menos dois gravados de paisagens do lugar. Conhecido por suas cores intensas, os principais museus do mundo mostram obras de Guillaumin, conquanto em Espanha sua presença reduz-se ao Museu Thyssen-Bornemisza. Conhece-se-lhe sobretudo por suas paisagens de Paris, o departamento de Creuse , e a região ao redor de Lhes Adrets-de l'Estérel, cerca da costa mediterránea, na região francesa de Provenza-Alpes-Costa Azul. Faleceu em 1927 em Orly (Val-de-Marne), localidade onde se acha um dos aeroportos de Paris.08 dezembro 2010
Frédéric Bazille
Jean Frédéric Bazille, Montpellier, 6 de dezembro de 1841 - Baune-la-Rolande, 28 de novembro de 1870, foi um pintor francês. Nasceu de uma família protestante de classe média. Teve interesse pela pintura depois de conhecer alguns trabalhos de Eugene Delacroix. Sua família deixou que estudasse pintura, mas com a condição que, também, estudasse medicina. Bazille iniciou seus estudos de medicina em 1859 e mudou-se para Paris em 1862 para que pudesse continuar seus estudos. Lá ele conheceu Pierre-Auguste Renoir, que era adepto da pintura Impressionista, e começou a ter aulas no estúdio-escola "Gleyre". Após falhar em seu exame de medicina, em 1864, passou a pintar em tempo integral. Bazille era amigo de Claude Monet, Alfred Sisley e Édouard Manet, ajudou alguns desses artistas dando a eles espaço em seu estúdio e materiais para usar. Com apenas 23 anos pintou vários trabalhos famosos, incluindo 'O Vestido Cor-de-Rosa'. Sua melhor pintura conhecida é 'Reunião de Família'. Frédéric Bazille morreu em 28 de novembro de 1870 em Baune-la-Rolande, na Guerra Franco-Prussia.Alfred Sisley
Alfred Sisley, Paris, 30 de Outubro de 1839 - Moret-sur-Loing, 29 de Janeiro de 1899, foi um pintor francês de ascendência e nacionalidade britânica. Sisley nasceu em Paris, filho de pais ingleses, tendo estudado comércio em Londres antes de entrar para a escola de Gleyre. No ateliê de Paris, Sisley conheceu Renoir, Bazille e Monet, com os quais passava horas pintando no bosque de Fontainebleau. Em 1877 participou da terceira exposição do grupo impressionista. Junto com Pissarro, Sisley foi um dos mais representativos paisagistas do impressionismo. Seus primeiros quadros revelaram uma certa influência da obra de Corot, mas pouco a pouco começou a se diferenciar dele, dando mais importância à cor do que à forma. Dono de uma capacidade surpreendente de observação, Sisley era capaz de captar os matizes mais sutis da luz, habilidade que demonstra em seus quadros das estações do ano. Também é muito singular o modo como consegue homogeneizar água, terra e céu, inundando suas paisagens de uma paz transcendental. O galerista Durand-Ruel expôs seus quadros, sem sucesso, em Paris. Mais tarde, em 1890, Sisley foi indicado como acadêmico da Sociedade Nacional de Belas-Artes, onde expôs suas obras pela última vez, no ano de 1898. A família de Sisley proveniente de Manchester morava em Paris quando Alfred Sisley nasceu. O pai, Willian, exportava flores artificiais. A mãe, Felicia Sell, era de uma família inglesa culta. Enquanto o pai estimulava Alfred Sisley a se interessar pelo comércio, a mãe o estimulava o gosto pela música. Entre 1857 e 1861, Sisley ficou em Londres para aprender sobre comércio mas também frequentou vários museus na capital inglesa. Quando retornou a Paris trocou o comércio pela pintura matriculando-se no ateliê de Gabriel Gleyre, onde conheceu outros pintores como Frédéric Bazille, Claude Monet e Renoir. Em 1863, Sisley abandonou o ateliê de Gleyre. Tempos depois ele e seus novos amigos foram pintar na floresta de Fontainebleau, pintar ao ar livre e aperfeiçoar o uso de efeito da luz do sol. Até praticamente 1870, Sisley pintava com tons escuros a partir de então suas cores se tornam mais vivas e mais claras adotando mais as técnicas impressionistas. Iniciou uma série de obras pintadas à margem dos rios, tema constante de suas obras. O pai foi a falência com o final da guerra franco prussiana e morreu pouco tempo depois. Com a falência do pai, Sisley teve de passar a viver com o próprio trabalho já que o pai lhe ajudava financeiramente evitando até então de passar dificuldades. Durante a comuna de Paris, ele refugiou-se com a família em Voisin-Louveceiennes, aldeia próxima a Paris. Em 1872, Sisley conheceu o marchand Paul Durand-Ruel que investia seu dinheiro em obras impressionistas. Em 1874, Sisley expôs cinco telas na exposição independente ao Salão Oficial de Paris, mas não vendeu nenhuma tela, aliás a exposição foi um fracasso. No ano seguinte, assim como os outros pintores impressionistas, Sisley passava por dificuldades financeiras por isso resolveram fazer uma nova exposição onde conseguiu vender algumas telas por pouco dinheiro. Mesmo assim ainda fizeram a segunda e terceira exposição indepentente sem muito sucesso também, Sisley novamente não vendeu nenhuma tela. Em 1877, Sisley mudou-se para Sèvres onde pintou a aldeia em várias telas. Dois anos depois foi rejeitado no salão oficial e acabou se mudando para Veneux-Nadon. No ano seguinte mudou-se para uma casa perto da floresta de Fontainebleu. Ano após ano sua sua situação financeira piorava. Procurou ajuda do marchand Durand que em 1883 promoveu-lhe uma exposição que foi um fracasso. Pouco tempo depois mudou-se para Sablons. Cinco anos mais tarde voltou a morar em Moret-sur-Loing. Foi só no ano de 1890 que Sisley pode receber um pouco de reconhecimento por seu trabalho ao participar da exposição promovida pela Sociedade Nacional de Belas Artes. Em 1897, George Petit, um marchand, promoveu uma exposição completa de Sisley, não vendeu nenhum quadro. Em 1898, Eugenie Lescouezec, sua mulher morreu em 8 de outubro. Alfred Sisley morreu alguns meses depois em 29 de janeiro de 1899 sem o reconhecimento merecido em vida.07 dezembro 2010
Jean-Honoré Fragonard
Jean Honoré Fragonard, Grasse, 5 de abril de 1732 - Paris, 22 de agosto de 1806, foi um pintor francês, cujo estilo Rococó foi distinguido por sua notável facilidade, exuberância e hedonismo. Um dos mais prolíficos artistas ativos nas últimas décadas do Antigo Regime, Fragonard produziu mais de 550 pinturas (sem contar desenhos e águas-fortes), das quais apenas cinco são datadas. Entre suas obras mais populares estão as pinturas de gênero, que transmitem uma atmosfera de intimidade e erotismo. Nasceu em Grasse, Alpes-Maritimesna França, filho de um luveiro. Quando enviado à Paris por seu pai, demonstrou ali talento e interesse pela arte, conhecendo François Boucher. Boucher reconheceu os dotes do jovem, mas decidiu não gastar seu tempo no desenvolvimento da formação dele, enviando-o à ateliê de Jean-Baptiste-Siméon Chardin. Fragonard estudou durante seis meses sob a tutela do grande iluminista e, em seguida, retornou mais preparado para Boucher, cujo estilo ele logo adquiriu tão completo que o comandante confiou-lhe a execução de réplicas de suas pinturas. Depois, transferiu-se para Roma (1756), onde se empolgou com a obra de Giovanni Battista Tiepolo. Protegido do abade e amante das artes Richard de Saint-Non, viajaram pela Itália pesquisando as obras dos grandes mestres até que ambos fixaram residência em Paris (1761). Sua consagração veio com a apresentação no Salão de Paris (1765) com o enorme quadro de tema trágico, O sumo sacerdote Coreso sacrificando-se para salvar Calirroé, que foi adquirido pelo rei Luís XV. Entrou para a a Academia Real (1765) e casou-se (1769) com Marie-Anne Gérard, e novamente viajou para a Itália, onde pintou uma série de desenhos de vistas e paisagens. Retornando a Paris (1773), reduziu sua pintura de paisagens com pequenas figuras, passando a se dedicar a reprodução de cenas domésticas e sentimentais. Fragonard foi tão ignorado, que Lübke, em sua História da Arte (1873) omite a menção de seu nome. No entanto, a influência de Fragonard na manipulação de cor local e expressiva não pode ser subestimada. Na última fase de sua vida pintou cenas de amor e da natureza e morreu em Paris, pobre e quase esquecido.15 novembro 2010
Émile Bernard
Émile Bernard, França, Lille, 28 de abril de 1868 - 16 de abril de 1941, foi um pintor pós-impressionista e escritor. Segundo as biografias de Vincent van Gogh, pintor que, 10 anos mais joven que Vincent, amigo e confidente, manteve correspondência e trocou quadros até a morte do célebre pintor holandês na época em que ambos moravam em Paris. Recebeu crítica positiva do mestre impressionista sobre suas suas cores e tons. Foi um dos poucos, assim como Theo van Gogh, que não se distanciou emocional ou mentalmente de van Gogh. Auxiliou seu irmão a realizar a primeira retrospectiva póstuma de Vincent. Não logrou espaço célebre no meio da pintura e somente é conhecido por estudiosos de van Gogh e poucos "fans". Seguiu pintando com afinco até a morte por natureza espontânea.Camille Pissarro
Jacob Camille Pissarro, Charlotte Amalie, na ilha de São Tomás nas Índias Ocidentais Dinamarquesas, hoje Ilhas Virgens Americanas, 10 de Julho de 1830 - Paris, 13 de Novembro de 1903, foi um pintor francês, co-fundador do impressionismo, e o único que participou nas oito exposições do grupo (1874-1886). Seu pai, Abraham Frederic Gabriel Pissarro, era português criptojudeu de Bragança, que, no final do século XVIII, quando ainda pequeno, emigrara com a sua família para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe de Camille Pissarro era crioula e tinha o nome Rachel Manzano-Pomie. Com 11 anos Camille Pissarro foi enviado a Paris para estudar num colégio interno. Voltou para a ilha São Tomás, a fim de tomar conta do negócio da família. Algum tempo depois, a sua paixão pela pintura fê-lo mudar de vida: fez em 1852 amizade com o pintor dinamarquês, Fritz Melbye e a oportunidade de concretizar seu sonho surgiu com um convite para acompanhar uma expedição do Fritz Melbye, enviado pelo governo das Antilhas Dinamarquesas, para estudar a fauna e a flora da Venezuela, onde passou dois anos. Pissarro conquistou sua liberdade aos 23 anos. Em 1855, ele já estava em Paris com ajuda de Melbye, tentando iniciar sua carreira. O jovem antilhano fascinou-se com as telas de Camille Corot e travou amizade com Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François Daubigny, entre outros pintores impressionistas. Com Monet passou a sair para pintar ao ar livre, em Pontoise e Louvenciennes. Em 1861 casou com Julie Vellay, com quem teve oito filhos. No decorrer da guerra franco-prussiana (1870-1871), na qual praticamente todos os seus quadros foram destruídos, residiu em Inglaterra. Quando voltou, começou a pintar na companhia de Cézanne. Com o objectivo de descobrir novas formas de expressão, Pissarro foi um dos primeiros impressionistas a recorrer à técnica da divisão das cores através da utilização de manchas de cor isoladas – o seu quadro "The Garden of Les Mathurins at Pontoise" (1876) é um exemplo. Em 1877 pintou "Les toits rouges, coin du village, effet d'hiver". Durante os anos 1980 juntou-se a uma nova geração de impressionistas, os "neo-impressionistas", como Georges Seurat e Paul Signac, pintando em 1881 "Jeune fille à la baguette, paysanne assise" e experimentou com o pontilhismo. A partir de 1885, militou nas correntes anarquistas, criticando severamente a sociedade burguesa francesa, deixando-nos "Turpitudes Sociales" (1889), um álbum de desenhos. Nos anos 1990 abandonou gradualmente o "neo-impressionismo", preferindo um estilo mais flexível que melhor lhe permitisse captar as sensações da natureza, ao mesmo tempo que explorou a alteração dos efeitos da luz, tentando também exprimir o dinamismo da cidade moderna, de que são exemplos os vários quadros que pintou com vistas de Paris ("Le Boulevard Montmartre, temps de pluie, après-midi", 1897), Dieppe, Le Havre e Ruão. A obra de Pissarro se caracterizou por uma paleta de cores cálidas e pela firmeza com que consegue captar a atmosfera, por meio de um trabalho preciso da luz. Seu material predileto foi o óleo, mas também fez experiências com aquarelas e pastel. A estrutura dos quadros de Pissarro encontra total correspondência na obra de Cézanne, já que foi mútua a influência entre ambos. Como professor teve como alunos Paul Gauguin e seu filho Lucien Pissarro. Ao jovem Gauguin aconselhou a utilização das cores - esses conselhos surtiram efeito e Gauguin começa a utilizar a cor no seu estado puro. Durante seus últimos anos, realizou várias viagens pela Europa, em busca de novos temas. Hoje é considerado um dos paisagistas mais importantes do século XIX. Os seus trabalhos mais conhecidos são "Le Verger", "Les châtaigniers à Osny" e "Place du Théâtre Français". Camille Pissarro morreu a 13 de Novembro de 1903 em Paris.28 setembro 2009
Claude Monet
.Oscar-Claude Monet, Paris, 14 de Novembro de 1840 - Giverny, 5 de Dezembro de 1926. Ele foi um pintor francês, o mais célebre entre os pintores impressionistas pois o termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", quando de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha." A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura. Pintou também a ponte de rio sena. Seu pai, Claude-Auguste, tinha uma mercearia modesta. Aos cinco anos, sua família mudou-se para Le Havre, na Normandia. Seu pai desejava que Claude continuasse no comércio da família, mas ele desejava pintar. Foi a sua tia Marie-Jeanne Lecadre que o apoiou a seguir a carreira artística, pois ela fora também pintora. Em 1851, Monet entrou para a escola secundária de artes e acabou se tornando conhecido na cidade pelas caricaturas que fazia. Nas praias da Normandia, Monet conheceu, por volta de 1856, Eugène Boudin, um artista que trabalhava extensivamente com pintura ao ar livre nessas mesmas praias, e que lhe ensinou algumas técnicas ao ar livre. Em 28 de janeiro de 1857, sua mãe morreu e, aos dezesseis anos, Monet abandonou a escola e foi morar com sua tia Marie-Jeanne Lecadre. Em 1859, Monet foi para Paris estudar pintura, e foi aí que conheceu a sua primeira mulher, Camille. Monet então retratou-a muitas vezes, em quadros onde ela aparecia mais do que uma vez na mesma pintura. Em 1859, Monet mudou-se para Paris. Frequentava muito o museu do Louvre onde copiava os grandes mestres. Em 1861, ele foi obrigado a servir no Exército na Argélia. Sua tia Lecadre concordou em conseguir sua despensa do serviço caso Monet se comprometesse a cursar Artes na Universidade. Ele deixou o exército, mas não lhe agradou o tradicionalismo da pintura acadêmica. Decepcionado com o ensino da pintura acadêmica na Universidade, em 1862 ele foi estudar artes com Charles Gleyer em Paris, onde conheceu Pierre-Auguste Renoir, Frédéric Bazille e Alfred Sisley. Juntos desenvolveram a técnica de pintar o efeito das luzes com rápidas pinceladas, o que mais tarde seria conhecido como impressionismo. No ano seguinte, Monet novamente expôs duas telas no salão de Paris: "Camille" ou "O vestido verde" e "A floresta em Fontainebleu". A tela "O vestido verde" recebeu grandes elogios por parte dos críticos e ganhou um prêmio no salão de Paris. Em "Camille", Monet retratou Camille Doncieux, que se tornaria sua futura mulher. No ano de 1867, Monet tentou inscrever a obra "Mulheres no Jardim" no Salão, que não a aceitou. A tela era tão grande que ele construiu uma vala para poder enterrar a parte inferior e atingir a parte superior da tela ao pintar. No mesmo ano, Monet e Camille teriam seu primeiro filho, Jean. Em 1868, Monet entrou em dificuldades financeiras, teve um quadro inscrito no Salão de Paris, "Navio deixando o cais de Le Havre", que recebeu uma crítica negativa. Recebeu, no mesmo ano, medalha de prata na Exposição Marítima Internacional de Le Havre pela tela "O molhe de Le Havre". Em 1870, Camille e Monet se casaram três anos após o nascimento do primeiro filho do casal. No mesmo ano, com o início da guerra franco-prussiana, Monet e sua família se refugiaram em Londres. De volta à França e com o pai já morto, refugiar-se em Le Havre não o atraía mais, por isso Monet mudou-se para Argenteuil, onde passou a receber seus amigos impressionistas, Manet, Renoir, Sisley e outros. Na cidade, o rio Sena e as belas paisagens serviram de inspiração para numerosos quadros de Monet e seus amigos que puderam pintar ao ar livre. Em 1872 Monet pintou Impressão, nascer do sol (Impression: Soleil Levant, atualmente no Museu Marmottan de Paris, uma paisagem do Havre, exibida na primeira exposição impressionista de 1874. O quadro deu origem ao nome usado para definir o movimento impressionista. Em 1878, Monet mudou-se para Paris com a família devido a crise financeira. No mesmo ano, nasceria seu segundo filho, Michel. Em férias com o casal Hoschédé, Monet acabou apaixonando-se pela mulher do Sr. Hoschédé, Alice. Um ano depois, Camille Doncieux morreu de câncer aos trinta e dois anos de idade. Em 1883, Monet mudou-se para Giverny, na Normandia. Monet trocava correspondência com Alice até a morte de seu marido em 1891. No ano seguinte ele e Alice Hoschédé casaram-se. Na década após o seu casamento, Monet pintou uma série de imagens da Catedral de Rouen em vários horários e pontos de vista diferentes. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele também fez uma série de pinturas de pilhas de feno. Em 1899, Monet pintou em Giverny a famosa série de quadros chamadas "Nenúfares". Em sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas fizeram grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um gênio da pintura.
Monet ao pintar Nenúfares se baseou no lago e a ponte japonesa de sua própria casa, no outono, porque era nessa época do ano em que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro se forma nitidamente. Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes. Em 1911, com o falecimento de Alice e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. Sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio. Monet morreu em 1926 e está enterrado no Cemitério da Igreja de Giverny, Eure, na Haute-Normandia.
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Monet ao pintar Nenúfares se baseou no lago e a ponte japonesa de sua própria casa, no outono, porque era nessa época do ano em que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro se forma nitidamente. Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes. Em 1911, com o falecimento de Alice e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. Sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio. Monet morreu em 1926 e está enterrado no Cemitério da Igreja de Giverny, Eure, na Haute-Normandia.
27 setembro 2009
Antoine Watteau
.Jean-Antoine Watteau, mais conhecido por Antoine Watteau ou simplesmente Watteau, nasceu em 10 de Outubro de 1684, em Valenciennes, na França, centro da região de Hainaut, recém-incorporada ao território francês pelas tropas de Luís XIV, e morreu em 18 de Julho de 1721, em Nogent-sur-Marne, aos 37 anos. Foi um grande pintor francês do movimento rococó. Era tio-avô de François-Louis-Joseph Watteau. Tendo sido uma das principais figuras deste período artístico, destacou-se pelas suas pinturas de temas galantes e pastorais inspirados na commedia dell'arte. Talento Watteau revelou já pequeno. Antes dos dez anos, ele rabiscava a lápis ou a carvão, fazendo esboços das coloridas cenas de sua cidade natal. Brueghel, Bosch e Rubens foram suas principais inspirações, artistas que reconhecidamente se utilizavam da luz, sombra e de cores fortes em suas obras. Considerado um homem de gênio difícil, irritável, introspectivo e inquieto. Era distante por natureza e a bajulação de estranhos deixava-o impaciente. Como não se interessava por dinheiro, é provável que não desse o devido valor a seus quadros. Conta-se que certa vez trocou dois quadros por uma peruca, e ainda ficou apreensivo, acreditando que o negociante pudesse vir a sentir-se lesado. Além disso, Watteau tinha tuberculose, o que o debilitou até o matar e que cuja angústia pode ser vista em seus quadros. Seu fascínio era pela vida improvisada, sem rigores, o que o fez abandonar logo a escola. Mesmo assim, seu pai, um mestre-telheiro o apoiava, imaginado que sua carreira lhe traria frutos e o libertaria do trabalho braçal do campo. Assim, Watteau conseguiu ser o jovem aprendiz do pintor Jacques-Albert Gérin, que fazia o jovem copiar frisos gregos e romanos, sem dar-lhe instrução. Alguns anos depois, Gérin se livrou do rapaz que preferia as cenas populares, as pessoas do povo aos frisos clássicos. Desiludido, Watteau conversou com seu pai. Pretendia seguir seus sonhos e para isso ele precisava ir a Paris. Mal preparado financeiramente, com pouca bagagem em pleno inverno de 1702, Watteau chegou à Paris aos dezoito anos. Instalou em uma estalagem bastante simples próximo à ponte de Saint-Denis, onde rapidamente encontrou trabalho, que era copiar estampas e pinturas célebres para comerciantes de quadros e gravuras. Foi por meio destas cópias, mesmo não sendo das melhores e mais fiéis, ele atraiu a atenção e a amizade do pintor Claude Gillot, que exerceu grande influência em sua carreira. Watteau aceitou sua proposta de emprego e largou definitivamente as cópias dos comerciantes. Foi através de Gillot que Watteau deslanchou entre os nobres, onde ele se apaixonou pelo teatro, que seria um dos principais temas de suas obras.
Claude Audran, decorador do Palácio de Luxemburgo, também lhe ofereceu idéias frescas para novas obras, como os simétricos jardins franceses, o que serviu de plano de fundo para suas cenas do campo. Foi através de Audran que Watteau teve contato com Peter Paul Rubens, o que o fez absorver seus toques e estilo, adaptando ao seu próprio gosto. Foi com Rubens que Watteau teve suas lições finais, talvez até por afinidade, já que ambos eram de origem flamenga. Audran também o incluiu, entre 1707 e 1708, no seleto grupo de artistas que, sob sua orientação, decoravam com arabescos e desenhos as residências dos nobres e da aristocracia. Sua criatividade neste tipo de arte fizeram dele um sucesso, já que ele mesclava arabescos fantasiosos com temas mitológicos ou galantarias de pastores a camponesas, introduzindo também minúsculos motivos chineses ou simiescos (as chinoiseries e singeries) que seriam sucesso em toda a Europa. Sua morte prematura também foi pobre. Sem pertences e irrequieto, Watteau morreu nos braços de um amigo, em 18 de julho de 1721.
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Claude Audran, decorador do Palácio de Luxemburgo, também lhe ofereceu idéias frescas para novas obras, como os simétricos jardins franceses, o que serviu de plano de fundo para suas cenas do campo. Foi através de Audran que Watteau teve contato com Peter Paul Rubens, o que o fez absorver seus toques e estilo, adaptando ao seu próprio gosto. Foi com Rubens que Watteau teve suas lições finais, talvez até por afinidade, já que ambos eram de origem flamenga. Audran também o incluiu, entre 1707 e 1708, no seleto grupo de artistas que, sob sua orientação, decoravam com arabescos e desenhos as residências dos nobres e da aristocracia. Sua criatividade neste tipo de arte fizeram dele um sucesso, já que ele mesclava arabescos fantasiosos com temas mitológicos ou galantarias de pastores a camponesas, introduzindo também minúsculos motivos chineses ou simiescos (as chinoiseries e singeries) que seriam sucesso em toda a Europa. Sua morte prematura também foi pobre. Sem pertences e irrequieto, Watteau morreu nos braços de um amigo, em 18 de julho de 1721.
19 setembro 2009
Charles Le Brun
.Charles Le Brun, 24 de Fevereiro de 1619 - 22 Fevereiro 1690, foi um pintor francês e teórico de arte, um dos artistas dominante na França do século 17. Nascido em Paris, ele atraiu a observação do chanceler Séguier, que o colocou com onze anos de idade no estúdio de Simon Vouet. Ele também foi aluno de François Perrier. Aos quinze anos, ele recebeu comissões de Cardinal Richelieu, na execução do que ele mostrou uma habilidade que obteve os elogios generosos de Nicolas Poussin, em cuja companhia Le Brun começou em Roma em 1642 onde permaneceu quatro anos no recebimento de uma pensão devida a liberalidade do chanceler. Lá ele trabalhou sob Poussin, adaptando-se às teorias deste último, do art. Em seu retorno a Paris, em 1646, Le Brun encontrou inúmeros clientes, dos quais Superintendente Fouquet era o mais importante, para quem pintou um retrato de Ana de Áustria. Empregada no Château de Vaux-le-Vicomte, Le Brun insinuou com Mazarin, então secretamente pitting Colbert contra Fouquet. Colbert também prontamente reconhecidas competências de Le Brun de organização, e anexado-lo a seus interesses. Juntos, eles assumiram o controle da Academia de Pintura e Escultura a Academia Real de Pintura e escultura de (1648), e da Academia de França em Roma (1666), e deu um novo desenvolvimento para as artes industriais. Em 1660, eles estabeleceram o gênero, que no início era uma grande escola para a fabricação, não apenas de tapeçarias, mas de todas as classes de mobiliário necessário nos palácios reais. Comandando as artes industriais, através da Gobelins, da qual foi diretor e artista do mundo inteiro através da Academia, em que, sucessivamente, realizada todos os pós-Le Brun imprimiu seu próprio personagem em tudo o que foi produzido na França durante sua vida, ele foi o criador do estilo de Luís XIV e deu uma direção para as tendências nacionais, que sofreram séculos após sua morte. A natureza de seu talento enfático e pomposo estava em harmonia com o gosto do rei, que, cheio de admiração as pinturas de Le Brun para a sua entrada triunfal em Paris (1660) e suas decorações no Château de Vaux le Vicomte (1661) , lhe encomendou uma série de temas da história de Alexandre. A primeira delas, "Alexandre e da família de Dário", tão encantado Louis XIV, que ele uma vez enobrecido Le Brun (Dezembro, 1662), que também foi criado premier peintre du Roi (Primeiro Pintor de Sua Majestade) com uma pensão de 12.000 libras, o mesmo montante que tinha recebido anualmente no serviço do Fouquet magnífico. O rei declarou-lhe "o maior artista francês de todos os tempos". A partir desta data tudo o que foi feito nos palácios reais foi dirigido por Le Brun. Em 1663, tornou-se diretor da Académie royale de peinture et de escultura, onde ele lançou as bases do academicismo e se tornou o todo-poderoso, mestre inigualável da arte francesa do século XVII. Foi durante este período que ele dedicou uma série de obras para a história de Alexandre o Grande (The Battles of Alexander The Great), e ele não perdeu a oportunidade de fazer uma ligação mais forte entre a magnificência de Alexandre e de que o grande King. Enquanto ele estava trabalhando nas batalhas, o estilo de Le Brun tornou-se muito mais pessoal, revelando a essência de Le Brun, como ele se afastou de antigos mestres que o influenciaram. As obras da Galeria de Apolo no Louvre foram interrompidas em 1677, quando ele acompanhou o rei de Flandres (em seu retorno de Lille pintou diversas composições no Château de Saint-Germain-en-Laye) e, finalmente - para eles permaneceram inacabado em sua morte - pelo grande trabalho de Versalhes, onde ele reservou para si os salões de Guerra e Paz (Salões de la Guerreand de la Paix, 1686), Escadaria dos Embaixadores, e no Grande Salão dos Espelhos (Galerie des Glaces , 1679-1684 decoração. Le Brun não é apenas uma obra de arte, é o monumento definitivo de um reinado. Com a morte de Colbert, François-Michel le Tellier, Marquis de Louvois, inimigo de Colbert, que sucedeu como superintendente do departamento de obras públicas, não mostrou favorável a Le Brun que era favorito, e apesar do contínuo apoio do rei de Colbert Brun sentiu uma mudança amarga em sua posição. Isso contribuiu para a doença que em 22 de fevereiro de 1690 terminou com sua morte, em sua mansão particular, em Paris. Alguns historiadores argumentaram que Le Brun foi um déspota, que usou seu poder para exercer a tirania artística durante o século XVII. Esta foi uma afirmação absurda sem documentação factual. É importante ressaltar que Louvois foi ridicularizada pela Academia de Le Brun, quando foi reeleito como diretor, apesar das ameaças do ministro. Sempre que Le Brun sentia a menor controvérsia em torno de qualquer de suas posições ele renunciou e deu às pessoas a oportunidade de expressar os seus desejos em uma nova eleição, vencendo a reeleição de cada vez. Mesmo após sua morte a Academia continuou a honrá-lo, nenhum diretor posterior da Academia recebeu tanta atenção.
Le Brun, trabalhou principalmente para o Rei Louis XIV, para quem ele executou grandes retábulos e peças de batalha. Suas pinturas mais importantes são em Versalhes. Além de seu trabalho gigantesco em Versalhes e no Louvre, o número de suas obras para as corporações religiosas e patronos privados é enorme. Le Brun foi também um fino retratista e um excelente desenhista. Mas ele não gostava de retrato ou pintura de paisagem, ele sentia ser um mero exercício de desenvolvimento de proezas técnicas. O que importava era a composição erudita, cujo objetivo final era a nutrir o espírito. A base fundamental sobre a qual o diretor da Academia com a sua arte, foi sem dúvida para fazer suas pinturas falarem, através de uma série de símbolos, trajes e gestos que lhe permitia sutilmente adicionar à sua composição os elementos narrativos que deram suas obras uma profundidade particular. Para Le Brun, uma pintura poderia representar ou ler uma história. Em seu tratado publicado postumamente, Méthode pour apprendre à dessiner les paixões (1668), ele promoveu a expressão das emoções na pintura. Ele tinha muita influência sobre a teoria da arte para os próximos dois séculos. Muitos de seus desenhos estão no Louvre e no Mónaco Royal Collection.
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21 agosto 2009
Georges Braque
.Georges Braque, Argenteuil, 13 de Maio de 1882 - Paris, 31 de Agosto de 1963 foi um pintor e escultor francês que fundou o Cubismo juntamente com Pablo Picasso. Georges Braque iniciou a sua ligação às cores na empresa de pintura decorativa de seu pai. A maior parte da sua adolescência foi passada em Le Havre, mas no ano de 1899, mudou-se para Paris onde, em 1906, no Salão dos Independentes, expôs as suas primeiras obras no estilo de formas simples e de cores puras - fauvismo. No outono de 1907, conheceu Picasso com quem se deu quase diariamente até que em 1914, devido à Grande Guerra se separaram. Braque foi mobilizado e ferido na cabeça em 1915, tendo sido agraciado com a Cruz de Guerra e da Legião de Honra. Durante dois anos, devido ao ferimento esteve afastado da pintura.
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18 agosto 2009
Jean Cocteau
Jean Maurice Eugène Clément Cocteau Maisons - Lafitte, 5 de Julho de 1889 - Milly-la-Forêt, 11 de Outubro de 1963, foi um poeta, romancista, cineasta, designer, pintor, escultor, coreógrafo, dramaturgo, ator e encenador de teatro francês. Em conjunto com outros Surrealistas da sua geração como Jean Anouilh e René Char, Cocteau conseguiu conjugar com maestria os novos e velhos códigos verbais, linguagem de encenção e tecnologias do modernismo para criar um paradoxo: um avant-garde clássico. O seu círculo de associados, amigos e amantes incluiu Jean Marais, Henri Bernstein, Édith Piaf e Raymond Radiguet.
As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que ele viveu e que ajudou a definir e criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.
Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX.
As suas peças foram levadas aos palcos dos Grandes Teatros, nos Boulevards da época parisiense em que ele viveu e que ajudou a definir e criar. A sua abordagem versátil e nada convencional e a sua enorme produtividade trouxeram-lhe fama internacional.
Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX.
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10 agosto 2009
Henry Rousseau
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Henri-Julien Félix Rousseau, 21 de Maio de 1844, Laval a 2 de Setembro de 1910, Paris, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo. A sua obra foi pouco apreciada pelo público geral e pelos críticos. Sua arte foi constantemente remetida para o grupo da arte naïf e primitivista - pelo seu carácter autodidacta, resultado da inexistência de formação acadêmica no campo artístico, pela recusa dos cânones da arte reconhecida até então, e pela aparente ingenuidade grotesca. Inicialmente Rousseau é um pintor dos tempos livres, um autodidacta apaixonado pela natureza e que a retrata como uma realidade simples, que lhe oferece o escape à vida cotidiana do burguês humilde. Dedica-se à paisagem calma, bucólica, estranhamente ordenada e artificial, onde todos os elementos têm igual importância, onde não existe uma hierarquia formal.
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"Nada me põe tão feliz como contemplar a natureza e pintá-la. Imagine que, quando vou para o campo e vejo o Sol por todo o lado, e verde, e flores, digo para mim: tudo isto é realmente meu!"
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"Nada me põe tão feliz como contemplar a natureza e pintá-la. Imagine que, quando vou para o campo e vejo o Sol por todo o lado, e verde, e flores, digo para mim: tudo isto é realmente meu!"
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